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19 de fevereiro de 2015

RESENHA: Ensaio Sobre a Lucidez - José Saramago



Uivemos, disse o cão!

Ensaio Sobre a Lucidez por José Saramago
  • Editora: Cia das Letras
  • ISBN: 9788535904802
  • Ano: 2004 
  • Páginas: 328

Saramago era, sem dúvida, um homem a frente de seu tempo. É impressionante como ele era capaz de recriar as simples histórias dando maior clareza. Mostrando as coisas com, de fato, elas são.

Em Ensaio Sobre a Lucidez, ele discute sobre sobre falta da lucidez em que as pessoas possui ao votarem em branco. Neste livro, que se passa na capital de um país sem nome e com personagens sem nomes. Parece-se muito com nossa realidade, não sabemos em quem votamos, para gerir o que também não sabemos. É impressionante como somos cegos com nossa política.


Ao narrar as providências de governo, polícia e imprensa para entender as razões da "epidemia branca" - ações estas que levam rapidamente a um devaneio autoritário -, o autor faz uma alegoria da fragilidade dos rituais democráticos, do sistema político e das instituições que nos governam. O que se propõe não é a substituição da democracia por um sistema alternativo, mas o seu permanente questionamento. [Cia das Letras]


A metáfora canina que inicia a obra diz muito sobre nosso atual panorama político: "uivemos, disse o cão". É preciso começar a uivar, mostrar nosso sentimento sobre a nossa política. Estamos cegos ou satisfeitos?  

Recomendo não só a leitura, como também a re-leitura desta obra. Precisamos ter mais pensamentos  e reflexões críticas sobre nossa sociedade. 

Minha Avaliação: ✪✪✪✪✪ -> Ótimo!



2 comentários:

  1. Olá, Giordano,

    Dele li apenas "O Conto da Ilha Desconhecida", que é maravilhoso, mas achei o formato do livro muito difícil de ler, o texto corrido confunde nos diálogos.

    Não sei se curtiria essa leitura pelo tema, mas eu tenho muita vontade de ler é o Ensaio sobre a cegueira.

    Abraço!!

    Miriam ♥ Livros, Bobagens e Guloseimas!

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  2. Sinceramente não gostei. O tema era até interessante, mas não foi uma leitura prazerosa. Uma excessiva e nada aprazível melancolia tomou conta de algumas partes da história, incluindo o final. A escrita causava confusão com diálogos segmentados e descrições de personagens e cenários que remetiam ao início do século XX no Brasil. Quando terminei o livro simplesmente não senti nada de diferente e as reflexões sobre a história levam sempre à lugar nenhum. Esperava bem mais.

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