Tecnologia do Blogger.

4 de julho de 2009

Einstein: Sua Vida, Seu Universo - Walter Isaacson

Li esse livros no começo do ano passado e dês de então sou apaixonada por Albert Einstein, o pai da física, e também comecei a apreciar mais a física. Esse livro é uma biografia de Einstein baseada numa coleção de cartas divulgadas em 2006, vinte anos depois da morte de sua enteada, conforme ela determinara em testamento. Escrita pelo jornalista Walter Isaacson. Essa hitória revela um Einstein avesso a qualquer tipo de dogma. E foi esse espírito moderno que permetiu o nascimento da teoria que revolucionaria a física. O conteúdo das cartas desnuda a vida íntima de uma mente genial, um homem simples e afável e ao mesmo tempo impertinente e distante. Einstein mantinha relacionamentos difíceis, segredos e casos extraconjugais.

Einstein foi o cientista mais popular de toda a história. Com ele a ciência ganhou um rosto: o seu (claro). "Se ele não ti vesse o cabelo para cima (arrepiado ^^), os olhos penetrantes, ainda assim Einstein se tornaria o garoto- propaganda da ciência?", Pergunta Isaacson. E responde: "Seria esse o caso, creio. Sua obra tem um caráter muito pessoal, uma marca que o torna reconhecível, como um Picasso é imediatamente reconhecido como sendo um Picasso. Suas teorias eram assombrosas, e mesmo assim continham noções que capituravam a imaginação popular". Essas características natas de Einstein e de uma ciência de vanguarda que se baseava na criatividade e nos voos mentais, e não nas esperiências de laboratório, tornaram o físico alemão um personagem, como se diria hoje, midiático.





Uma breve SINOPSE de suas 561 paginas:
Einstein demorou a falar quando pequeno. Até a empregada da familia se sentiu no direito de tomá-lo como um garoto idiota. Esse quadro logo iria mudar. No primário ele foi sempre um dos primeiros da clase. Só deixava a leitura na hora de tocar violino.

Foi na Politécnica de Zurique que ele conheceu aquela que seria a sua primeira mulher e mãe de seus filhos. A sérvia Milerva Maric era a única mulher do grupo de Einstein da faculdade (Acho que ele só se casou com ela para ter uma companheira para poder discutir sobre os tão intrigantes mistérios da física. Confesso que também gostaria de me casar com alguém que pudesse compartilhar e criticar meus pensamentos, alguém que entenda dos assuntos que gosto e compreendo).

Três anos um pouco mais velha do que ele, Mileva era manca e considerada feia até pelas amigas. Os pais de Einstein abominavam o namoro. Em 1902 quando não eram casados - só oficializaram em 1903 - , Mileva e Einstein tiveram uma filha, Lieserl, cuja existência só foi descoberta pelos pesquisadores em 1986. Grávida e reprovada e reprovada pela segunda vez nos exames finais da politécnica, Mileva desistiu do curso e foi para Sérvia, a fim de ter a criança perto de seus pais. Não se sabe se a menina morreu ou foi entrgue para alguém criá-la. "Einstein e a filha, ao que parece, nunca se encontraram", diz Isaacson.
O casal teria ainda dois filhos, Hans Albert (1904) e Eduard (1910), porém jamais reencontraria a paz dos primeiros anos de relacionamento. A fama crescente de Einstein pesou muito para isso. O casamento entrou em fase terminal no ano de 1912, quando Einstein reencontou uma prima, Elsa. Apaixonados eles iniciaram um caso.

Sempre que as tensões psicológicas se tornavam graves demais, com o matrimônio em crise, ele, mais do que nunca se dedicaria à formulação da teoria da relatividade geral, que veio à tona em 1915. Convencido de que cedo ou tarde ganharia o Nobel da física, propôs a Mileva, em 1918, que, se ela concedesse o divórcio, ele lhe daria o dinheiro do prêmio. Einstein se casou com Elsa e quando finalmente recebeu o Nobel, em 1922, ele cumpriu o acordo com a ex-mulher.

As três últimas decadas da vida do cientista, que morreu e 1955, seriam marcadas ainda por um engajamento político cada vez maior; Particularmente acentuado depois da chegada do nazismo ao poder, em 1933, o que o levou a se estabelecer em definitivo nos EUA. Trabalhando no instituto de estudos avançados de Princeton, Einstein recebeu a notícia de que a fissão nuclear confirmara sua equação E=mc². Mais do que isso, que cientistas alemães estavam adiantados na pesquisa atômoca. Escreveu ao presidente Franklin Roosevelt, chamando atenção para o perigo que representava o domínio dessa tecnologia nas mãos dos nazistas. "Isso exige ação", disse Roosevelt ao terminar de ler a carta. Era o início do processo que levaria à criação do Projeto Manhattan, que desenvolveu a bonba atômica, com as conhecidas consequências. O cientista arrastaria até seus últimos dias um desconfortavel sentimento de culpa por isso.

Quando Einstein morreu, o reponsável pela autópsia, o patologista Thomas Harvey, do hospital de Pinceton, decidiu embalsamar o cérebro do cientista e guarda-lo consigo. Cortou-o em pedaços, enfiou as partes detro de dois vidros de biscoitos e rumou para a Universidade da Pensilvânia, onde fatias microscópcas do orgão passariam por análises minuciosas. Nunca se chegou a nada conclusivo. "A questão relevante era como funcionava a mente de Einstein e não o seu cérebro", argumenta Isaacson. E completa: "O mundo já viu muitos gênios petulantes. O que tornava Einstein especial era que sua mente e sua alma eram temperadas pela humildade".>É um ótimo livro, principalmente para consulta, bastante completo e compreensível.

Para quem gosta de Albert Einstein e adimira-o imensamente, como eu, seria bom ler. Mas é bom também para os que simplesmente querem saber um pouco mais sobre esse homem encantador e que lê-lo só por curiosidade, vá em frente! claro que teve ter um pouco de paciencia, pois, confesso que é um livro um tanto cansativo, mas depois de lido saberá que valeu a pena, pois é muito rico em detalhes e em fotos, além de ser bonito (um dos mais bonitos que tenho)

Para quem gosta de livros assim:



.:: RECOMENDO ::.
.
Minha avaliação:
☆☆☆☆☆

4 comentários:

  1. Vou procurar e vou ler.
    Einstein foi o cara!

    Marco Antonio

    ResponderExcluir
  2. Marco Antonio...

    procure mesmo,
    o livro é muito bom, e melhor ainda pra quem ja é fã de Einstein!

    ResponderExcluir
  3. Bem que vc poderia digitaliza-lo pra gente, estou mto intereesado neste livro.

    entre em contato:
    j.kurtt@hotmail.com

    Abraços!

    ResponderExcluir
  4. Legal a resenha, mas Einstein não é o pai da física! Ele pode ter se tornado O Mestre da Física, mas o patrono dessa ciência de fato não é ele.

    ResponderExcluir